Síndrome de Burnout: será que você está passando por isso?


Classificada recentemente como estresse crônico no trabalho, ou seja, como uma doença ligada à atividade profissional, a síndrome de burnout é causada por um acúmulo excessivo de estresse e tensão emocional relacionados às atividades diárias do trabalho, sendo manifestada através de crises de pânico e de ansiedade, fadiga e exaustão intensa.


Se você quer saber o que é, quais são os sintomas e os seus direitos caso esteja com a síndrome, continue lendo.


O que é a Síndrome de Burnout?


Como dito anteriormente, é uma doença que surge após o indivíduo passar por situações extremamente desgastantes no trabalho. Segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), a síndrome de burnout atinge cerca de 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores atualmente, uma porcentagem bem preocupante, já que ela pode resultar em graves episódios de ansiedade e episódios depressivos.

Uns dos principais motivos para o surgimento desta síndrome são os objetivos e metas inalcançáveis impostas pelo chefe ou um ambiente com péssimas condições ergonômicas e psíquicas. Alguns profissionais são mais suscetíveis a desenvolver essa síndrome, tais como: enfermeiros, médicos, bancários, policiais e etc.


Quais são os sintomas?


Os sintomas da síndrome de burnout costumam ser psicológicos, mas também podem ser físicos, lembrando que para obter o diagnóstico você não precisa sentir todos eles. Mas fique ligado! Os sintomas da síndrome, que vão ser citados a seguir, começam leves e vão piorando rapidamente.

Procure por um profissional da saúde se você estiver sentindo:

Dificuldade de concentração; Perda de apetite; Dor de cabeça frequente; Desânimo; Alterações no humor; Sentimentos de fracasso e insegurança; Dores musculares; Isolamento; Problemas no estômago e intestino; Pressão alta; Ansiedade; Depressão.


Direitos previdenciários e trabalhistas


Os ambientes de trabalho já são protegidos por vários artigos da constituição federal, que traz direito à saúde plena, e não é diferente quando se trata da síndrome de burnout. Após ser diagnosticada e comprovada no funcionário, ele é afastado por mais de 15 dias das suas obrigações e tem o direito de receber o auxílio-doença, solicitado junto ao INSS. São concedidos 12 meses para se estabilizar emocionalmente, excluindo os casos em que a demissão for por justa causa.

Apesar de ser concedido esse tempo de recuperação, os sintomas são tão sérios que o empregado fica impossibilitado de voltar ao trabalho de forma definitiva, muitas vezes com traumas pelo resto da vida. Sendo assim, pode solicitar a aposentadoria por invalidez.


Valorize a sua saúde

Entenda o seu tempo e não se deixe levar pela pressão, se sentir que isso está atrapalhando a sua rotina e a sua saúde, saiba dar um basta. A síndrome de burnout é muito perigosa e pode desencadear doenças e traumas que talvez vão precisar ser tratados pelo resto da vida.


Esperamos que a leitura tenha ajudado, e se você estiver passando por isso, não deixe de procurar um especialista.


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