Covid-19: agência bancária sem refrigeração é fechada pela Justiça do Trabalho em Rondônia

Uma agência do Bradesco em Porto Velho, capital de Rondônia, teve suas atividades temporariamente suspensas no início de março de 2021 por expor os funcionários e clientes a situações insalubres. O estabelecimento estaria operando sem climatização adequada há cerca de um ano, o que poderia contribuir para a proliferação da Covid-19 em razão do calor excessivo na cidade - cuja temperatura costuma ficar acima de 30ºC.


A medida partiu de uma ordem judicial da Justiça do Trabalho, que determinou o fechamento imediato da agência até que a situação fosse regularizada. No mês de março, o sistema de saúde da capital de Rondônia apresentou 100% de ocupação dos leitos de UTI.


O caso foi denunciado em uma ação judicial ajuizada pelo Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia. Nos autos, o sindicato demonstrou que os aparelhos de ar condicionado não estavam funcionando e que os funcionários precisavam trabalhar com ventiladores ou refrigeradores portáteis individuais. Portanto, a agência havia se transformado em um ambiente propício para transmissão do coronavírus.


Sentença: medida deve ser cumprida com a máxima urgência


Na sentença, a juíza Cândida Maria Ferreira Xavier, da 6ª Vara do Trabalho de Porto Velho, chamou a situação de “bizarra” e afirmou que um aparelho de ar condicionado tem um custo relativamente baixo perante o enorme lucro que o Bradesco obtém todos os dias. Além disso, lembrou também que o sistema de saúde de Porto Velho está sufocado devido à pandemia e não pode receber nenhuma nova pessoa doente no momento. Por este motivo, é inadmissível que o Bradesco contribua para piorar ainda mais os riscos de infecção.


Diz ela na sentença:


"Mesmo a atividade bancária sendo considerada como essencial, não é possível que continue aberta ao público com uma situação bizarra, em relação à falta de ar condicionado, algo que é de custo tão baixo, considerando o enorme lucro que o banco consegue todos os dias".

Além disso, a juíza do Trabalho determina que a medida seja cumprida com a máxima urgência. E fixou multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento.


24 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo